Olhar para os lados e não ver ninguém. Não ver quem você queria que estivesse ali para sempre; quem disse que estaria ali quando você se sentisse assim.
Minhas sutis batidas no chão me dizem como me sinto, meu instinto, meu coração; é automático, quando me dou conta, minha mão já faz com que o som das batidas sejam minha única companhia, e cada batida se torna uma nota musical, que entra no meu ouvido, que vibra no meu corpo.
O tempo passa, a vida segue, e os dias se tornam rotina, ouso talvez em afirmar que se tornam uma única rotina, uma rotina obscura, sombria; a solidão é obscura, e se torna a minha rotina.
Meus deslizes, meu tão incerto humor, meus ocultos e sigilosos sentimentos que ninguém consegue patetear, talvez nem eu mesma consiga, ninguém entende, ninguém se quer imagina que existem dentro de mim, tudo isso, guardado, inquietado dentro de mim, só pra mim.
Hoje a minha solidão, a minha rotina, não é mais um percalço, não pra mim. Meu sorriso se sobressai, independente do que aconteça. Sempre fui assim, sempre pensei assim, e nenhum deslize, nenhuma direção errada fará com que meu sorriso se desvaneça. Meus desvaneios serão sempre acompanhados de um sorriso, de lágrimas talvez, mas sempre haverá um sorriso dentro de mim, porque cada sorriso irá me fortalecer, e apesar da solidão, a minha força sempre será meu ponto forte, e farei sempre questão de permanecê-lo intácto, impecável, inatingível sempre que possivel.
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